Saturday, June 23, 2007

Sem tempo...

Recebi o cd com as fotografias que a nossa Zé tirou na Patagónia há uns tempos, pelas mãos da Rute do DN, lembro-me de estar ansiosa por "devorar" todas as imagens num só olhar...era tarde quando cheguei a casa mas mesmo assim, não consegui pregar olho sem ver o cd antes...só sei que quase conseguia sentir as emoções deles, o pulsar do coração deles, o respirar deles...se pudesse, naquele mesmo momento, tinha ido ter com eles...
Ao ver a última fotografia, fiquei-me somente com um breve respirar, mas tão breve, tão breve...tal como tudo aconteceu...senti-me pequenina, frágil, sozinha, com vontade de abraçar alguém, alguém que fugiu para terras desconhecidas, alguém que eu ainda penso estar em viagem...numa longa, longa viagem.
Gostei particularmente desta imagem, não sei se talvez pela alegria vibrante das faces deles, ou se da sensação de felicidade que transpareciam, não sei se pela amizade e união que mantinham, ou se foi meramente pela saudade insasiável que esta fotografia provoca...uma saudade que quase mata de tanta dor que causa!
Hoje, não sei se ria, não sei se chore...questiono-me muito ainda acerca da vida e de tudo o que ela nos faz passar...ainda não sei se realmente VIVO, ou se SOBREVIVO...
Entro sempre em casa do meu mano a pensar que ele lá esteja, escondido, ou então atrasado...e fico lá á espera que a campainha toque, e espero... e continuo á espera...à espera de ouvir uma notíca diferente, á espera de que isto tudo não tenha passado de um pesadelo...

Tuesday, May 8, 2007

Grito do coração!

Noite escura
Que me sufocas
Desaparece do meu caminho,
Que eu procuro a luz,
Que um dia me roubaste
No percurso do meu destino.
Procuro-te a ti meu irmão, meu anjo
Que te perdi nesse paraíso
De belas paisagens e um mar longínquo
A que eu chamo...o teu cantinho!
Com um grito te chamo...
Todos os dias, por todas as ruas,
Aguardo um sinal,
De que não me abandonaste
Em mim vives, para todo o sempre
És imortal no meu pensamento
E continuarás vivo...eternamente
Sei que não te posso tocar
Mas posso-te sentir
No vento, na chuva, no sol
Encontro-te sempre que pedir
Estás longe...mas estás perto!
O teu sangue é o meu sangue
Junta-te a mim meu irmão...
Dá-me a tua mão...que bom...!
Já sinto...
Corre comigo nesse paraíso
Voa comigo nos meus sonhos...
E agora...estás aqui ao meu lado, a limpar as minhas lágrimas...obrigado César...
A tua Cassula, Mafalda
  • Aos restantes companheiros do meu mano, um até sempre!